🟡 Muito Importante · Assunto 18/50
Uso do Pronome "se"
O pronome "se" tem várias funções (reflexivo, apassivador, índice de indeterminação do sujeito) e cada uma exige um cuidado diferente na concordância.
📖 O que é e por que importa
O "se" muda de papel conforme o contexto: às vezes é parte de um verbo pronominal, às vezes transforma a voz ativa em passiva sintética (exigindo concordância com o sujeito paciente), e às vezes indetermina o sujeito (deixando o verbo sempre na 3ª pessoa do singular).
🎯 Regra prática
- Voz passiva sintética: o verbo concorda com o sujeito paciente — "vendem-se casas" (plural, porque "casas" é o sujeito).
- Índice de indeterminação do sujeito (com verbo intransitivo ou de ligação): verbo sempre no singular — "precisa-se de professores".
- Não confunda os dois casos: "precisa-se de professores" está correto porque "precisar de" é transitivo indireto (não tem sujeito paciente, então não concorda no plural).
- Em textos formais, prefira reescrever frases com "se" muito ambíguo, usando voz passiva analítica ("são necessários professores") quando ficar mais claro.
✅ Na prática (certo)
"Discutem-se hoje as causas da desigualdade educacional." — "discutir" é transitivo direto, "se" é apassivador, verbo concorda com "as causas" (plural).
❌ Erro comum (evite)
"Discute-se hoje as causas da desigualdade educacional." — o verbo deveria concordar no plural com o sujeito paciente "as causas", e não ficar no singular.
💡 Dica de prova
Pergunte: o verbo é transitivo direto (pede objeto sem preposição)? Se sim, é passiva sintética e concorda no plural. Se pede preposição, é indeterminação do sujeito e fica no singular.
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